A energia elétrica é mais do que um recurso; é o pulso que dita o ritmo da atividade econômica, revelando em 2025 uma narrativa fascinante de crescimento, inovação e resiliência que inspira ação e reflexão.
Os dados deste ano mostram como o consumo reflete diretamente a saúde da economia, oferecendo lições valiosas para empresas, governos e cidadãos.
Este artigo explora esses insights, destacando tendências-chave e projeções futuras que podem guiar decisões mais informadas e sustentáveis.
Panorama do Consumo em 2025: Um Ano de Recordes e Transformações
O primeiro quadrimestre de 2025 registrou um consumo médio de 73.567 MWm, com um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024.
Isso indica uma economia aquecida e dinâmica, onde a eletricidade serve como um barômetro confiável do desempenho nacional.
Março, em particular, estabeleceu um marco histórico com 49.190 GWh, refletindo um aumento de 2,6% comparado a março de 2024.
Esses números não são apenas estatísticas; eles simbolizam a vitalidade de setores essenciais e a adaptação a novos desafios.
- Consumo médio no primeiro quadrimestre: 73.567 MWm.
- Crescimento de 1,3% em relação a 2024.
- Março com recorde histórico de 49.190 GWh.
- Primeiro trimestre com 144.186 GWh e aumento de 2,1%.
Fevereiro também se destacou, ultrapassando 77 mil MW médios pela primeira vez, impulsionado por temperaturas elevadas que aumentaram o uso de ar-condicionado.
Esse fenômeno sublinha a interconexão entre clima e consumo, um fator crucial para planejamento energético.
Dinâmica do Mercado: Regulado vs. Livre
O mercado de energia elétrica está em constante evolução, com o mercado livre crescendo a taxas impressionantes enquanto o regulado enfrenta ajustes.
No primeiro quadrimestre, o mercado regulado, que abrange residências e pequenos comércios, teve uma queda de 4,1%, contrastando com o crescimento robusto de 10,7% no mercado livre.
Essa divergência reflete a crescente preferência por flexibilidade e escolha entre consumidores.
Fevereiro viu o mercado regulado crescer 5,5%, devido ao uso intensivo de ar-condicionado, enquanto o livre expandiu 4,0%.
Essa dinâmica sugere que os consumidores estão se tornando mais ativos e conscientes de suas opções energéticas.
- Mercado regulado: queda geral, mas picos em períodos quentes.
- Mercado livre: crescimento consistente e representatividade crescente.
- Impacto de fatores climáticos na demanda.
Análise por Setor Econômico: Motores do Crescimento
Diferentes setores da economia apresentaram desempenhos variados, com alguns liderando o crescimento e outros mantendo estabilidade.
No primeiro quadrimestre, o setor de saneamento liderou com um aumento impressionante de 44,7%, seguido por serviços com 23,8% e comércio com 19,1%.
Nenhum setor analisado registrou redução, indicando uma expansão generalizada e positiva na atividade econômica.
- Saneamento: +44,7% (maior crescimento).
- Serviços: +23,8%.
- Comércio: +19,1%.
- Químicos: nível estável de consumo.
Em fevereiro, serviços continuaram a crescer com 8,6%, enquanto telecomunicações e transporte tiveram quedas, refletindo ajustes sazonais ou setoriais.
Essas variações destacam a importância de monitorar setores específicos para antecipar tendências e oportunidades.
Variações Regionais: Geografia do Consumo
O consumo de energia elétrica também varia significativamente entre regiões, influenciado por fatores climáticos e econômicos locais.
Acre e Maranhão lideraram com crescimentos de 9% no primeiro quadrimestre, enquanto Pará, que sediará a COP30, teve um aumento de 6%.
Por outro lado, Amapá registrou uma redução de 10%, em parte devido a chuvas intensas que reduziram a demanda.
Essas diferenças regionais enfatizam a necessidade de políticas adaptadas para cada contexto geográfico.
- Crescimento liderado por Acre e Maranhão: +9%.
- Pará: +6% (associado a preparativos para eventos globais).
- Reduções em Amapá e Rondônia devido a chuvas.
- Sul e Sudeste com aumentos consistentes, como Espírito Santo (+15,1%).
Influências Climáticas: O Papel do Tempo
Fatores climáticos desempenham um papel crucial no consumo de energia, com temperaturas e padrões de chuva moldando a demanda.
Temperaturas mais amenas no primeiro quadrimestre reduziram o uso no mercado regulado, enquanto fevereiro quente impulsionou o consumo, especialmente para refrigeração.
Regiões como Nordeste, Norte e Centro-Oeste viram quedas devido a volumes elevados de chuva, mostrando como clima e economia se entrelaçam de maneiras complexas.
Entender essas influências ajuda a prever picos de demanda e a planejar infraestrutura energética mais resiliente.
Geração de Energia Renovável: Um Futuro Mais Verde
A transição para fontes renováveis está ganhando momentum, com usinas eólicas e solares registrando crescimentos significativos.
No primeiro quadrimestre, a geração eólica aumentou 25,7% e a solar 31,9%, enquanto hidrelétricas tiveram um recuo modesto de 1,8%.
Isso demonstra um compromisso crescente com sustentabilidade e a diversificação da matriz energética.
- Usinas eólicas: salto de 25,7%.
- Usinas solares: crescimento de 31,9%.
- Hidrelétricas: recuo de 1,8%.
- Fevereiro: renováveis representaram 93,7% da geração total.
Em fevereiro, a geração de renováveis atingiu 77.204 MW médios, mostrando que o país está no caminho certo para reduzir emissões e promover energia limpa.
Projeções Futuras: Cenários até 2035
Olhando para frente, as projeções indicam um consumo total que pode alcançar 939 TWh em 2035, com um crescimento médio de 3,3% ao ano.
Cenários variam de um inferior com 872 TWh a um superior com 1.118 TWh, dependendo de fatores como inovação tecnológica e políticas públicas.
Setores como comércio e serviços devem expandir 4,7% ao ano, enquanto cargas emergentes como eletromobilidade podem representar até 12,9% da demanda total.
Essas projeções oferecem um roteiro para investimentos e planejamento a longo prazo, incentivando a adoção de práticas sustentáveis.
- Consumo total em 2035: 939 TWh (cenário referência).
- Crescimento médio: 3,3% ao ano.
- Expansão setorial: comércio e serviços lideram com 4,7% a.a.
- Cargas emergentes: potencial significativo para inovação.
Autoprodução, representando 11,6% do consumo em 2025, deve crescer 1,6% ao ano, com grandes consumidores industriais impulsionando essa tendência.
Implicações Práticas e Inspiração para Ação
Os dados de 2025 não são apenas números; eles são um chamado para que todos nós nos envolvamos mais ativamente no futuro energético.
Empresas podem usar essas insights para otimizar operações, governos para desenvolver políticas eficazes, e cidadãos para adotar hábitos de consumo mais conscientes.
A energia elétrica, como pulso da economia, nos convida a abraçar inovação, sustentabilidade e colaboração, construindo um amanhã mais próspero e resiliente para todos.
Referências
- https://www.ccee.org.br/-/ccee-aponta-aumento-de-1-3-no-consumo-de-energia-do-brasil-nos-primeiros-meses-de-2025
- https://canalsolar.com.br/consumo-de-energia-no-brasil-cresce-21-no-primeiro-trimestre-de-2025/
- https://energylibra.com.br/consumo-de-energia-no-brasil-cresce-49-em-fevereiro-de-2025/
- https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/consumo-de-eletricidade-no-brasil-deve-crescer-em-media-3-3-ao-ano-ate-2035-indica-estudo-do-mme-e-da-epe
- https://agenciainfra.com/blog/consumo-nacional-de-energia-eletrica-registrou-crescimento-de-21-no-primeiro-trimestre/
- https://www.poder360.com.br/poder-energia/consumo-de-energia-no-brasil-volta-a-subir-apos-3-meses/
- http://www.epe.gov.br/pt/imprensa/noticias/boletim-do-consumo-de-eletricidade-comercio-e-residencias-puxam-queda-no-2-trimestre-de-2025
- https://eixos.com.br/energia-eletrica/consumo-nacional-de-energia-eletrica-cai-1-no-segundo-trimestre-de-2025-puxado-pelo-setor-comercial/
- https://echoenergia.com.br/blog/o-que-2025-ensinou-sobre-o-consumo-de-energia-nas-empresas/







